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Toda vez que uma luz é acesa, existe uma luz que é apagada em algum outro lugar. E em algum lugar alguém está voltando para ficar, em algum lugar alguém está fazendo planos para sair. Deixando para trás, dando adeus. Leve um sorriso como abrigo e deixe detalhes, como pregos afiados, perfurarem meus velhos pensamentos. A memória irá enferrujar-se e se desgastar em listas de tudo o que você me deu: uma camisa amarela enorme, um livro de um cavaleiro inexistente, um mapa do seu corpo, as melhores partes da solidão. O outono avança e o verão recua. Escreva, sob a fraca luz branca do ônibus, a sua lista de "Eu quis dizer", recolha todas as suas cordas as quais você costumava amarrar suas dúvidas e enterre-as em algum ponto das duas horas de estrada que nos distanciavam. Uma história deixada para dissolver lá fora. Com a chuva. |
| Name March 25, 2009 08:04 PM PDT que lindo adeus. para quem lê, a tristeza vira poesia. p.s.: não se assuste, sobre ser professor. as experiências são tão diferentes e, apesar de não te conhecer, acho que vc vai se dar bem. depois me conta. suerte y fuerza, juliana | ||
| juliana March 25, 2009 08:06 PM PDT essa que vos fala aí embaixo sou eu. | ||
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